Angkor – Siem Reap – Camboja

22 05 2015

Angkor é uma área que abriga uma grande quantidade de FANTASTICOS templos religiosos, hindu e budista, construidos entre 900 e 1200 DC, na área da atual cidade de Siem Reap pelo povo da cultura Khmer.

O acesso é bem simples a partir de onibus ou avião. Um trajeto bem interessante eh entrar no Camboja pelo Vietnã, de onibus, a partir da cidade de Ho Chi Minh, antiga Saigon. Embarque para Phnom Penh, a capital do pais, passe alguns dias lá e siga para Siem Reap, de onibus ou avião. E de Siem Reap vc consegue voos para qualquer área do sudeste asiatico.

Quando digo que é FANTASTICO, não estou de brincadeira. No caso da minha viagem, passei o “holiday in Cambodia”, mais especificamente o natal, e já estava a mais de 10 dias no oriente. Havia passado por MUITOS templos. MUITOS. Todos lindos, majestosos e gigantescos, deixando o templo de salomão no chinelo… ok… o templo de salomão não é uma estrutura arquitetônica digna de nota… Mas é tudo muito grande, muito bem feito, com muito esmero e um bom gosto indiscutivel. E os templos de angkor mostraram que tudo pode atingir um novo patamar. Não é a toa que é um patrimônio da UNESCO.

 

Entrada do Angkor Wat

Acreditem! Esta vazio. Fica muito mais cheio.

Aviso tambem que devido a grandiosidade do local, é importante reservar um bom tempo para visitar o essencial(que vai estar MTO lotado) e conseguir conhecer outros espaços menos pop, mas igualmente interessantes. Angkor Wat, por exemplo, dificilmente está tranquilo. Mas não da pra deixar de visitar o maior templo do mundo.

Ficar menos de 5 dias é se restringir a conhecer apenas o básico do passeio. Aqui é muito diferente de Machu Pichu, por exemplo, tanto em tamanho quanto em tempo gasto (mas não em quantidade de pessoas). Insisto nessa parte pq eu gosto mto de filmar e fotografar e eu QUERO imagens boas do local, e alem da multidão atrapalhar minhas fotos… EU ODEIO MULTIDÕES. Mas a grandiosidade dos templos mais “pop” tira completamente o incomodo que a multidão traz. O que quero dizer é q não da pra deixar de visitar tudo, so que alguns templos menores vão te trazer uma experiencia completamente diferente.

A Cidade – Siem Reap

Vou dizer a verdade: não tenho muita ideia do que é a cidade, por que minha estadia foi muito rapida. Fui para os passeios e voltavamos para a cidade apenas para jantar e dormir. Portanto so tenho um bom ponto pra alertar: Aceitam dolar americano em qualquer local.

Os templos

Aqui vou citar os templos “básicos”, onde vai ter gente pra cacete, etc, mas são imperdíveis. A primeira informação importante é saber que pra entrar na área dos templos tem uma taxa, são vendidos tickets pra 1, 3 ou mais dias, o seu meio de transporte vai parar la pra vc regularizar sua situação, ai vc pode seguir caminho.

Para um melhor passeio, recomendo chegar bem cedo. Assim vc evita as hordas de turistas bizorrando. Claro que vc e eu não somos os únicos a seguir esta idéia genial, e vai ter muita gente q pensou exatamente assim, porém ainda assim vc terá mais conforto, e quando as hordas chegarem, vc estará um pouco a frente deles, irá acabar antes, e poderá almoçar um pouco antes… assim vc poderá chegar no proximo templo enquanto as hordas estão almoçando e assim suscessivamente.

Uma recomendação é pegar um tuk tuk de confiança e fechar o dia e ele te leva pra onde vc quiser, o que normalmente são 2 ou 3 atrações por dia. Feche o preço antes e pague somente no final do dia, pra evitar surpresas desagradáveis. No nosso caso pagavamos cerca de 50 dolares por dia, um valor meio “alto”, mas eramos 3 pessoas e a gente gostou mto do motorista, q tinha cerca de 15 anos e era mto gente boa, extremamente educado e mereceu o agrado (q ca entre nos não é mto dinheiro pra gente).

A arquitetura básica dos templos

Os templos são construidos em pedra, normalmente laterita, arenito, ou uma mistura deles, onde são feitas gravuras de baixo relevo com muita precisão, muitas vezes citando passagens mitologicas e mandalas, que representam o universo hindu. E em alguns templos essas gravuras foram trocadas de uma divindade para outra, de uma religião pra outra, a gosto do rei vigente.

Outros materiais tambem eram utilizados na construção, porem não sobreviveram ao tempo.

As portas muitas vezes possuem grandes pedimentos que também são locais de escolha pra colocar grandes adornos e representações de passagens mitologicas. E não são apenas nagas e garudas, como muitas vezes vemos em templos de outras regiões. Vale ficar atento.

Os templos possuem uma forma de construção muito interessante. O santuario propriamente dito, chamado por eles de “prasat”, são compostos de 5 niveis, onde o nivel imediatamente superior é o nivel inferior com tamanho reduzido, sendo q o ultimo nivel muitas vezes é a representação de uma flor de lótus.

Os espaços dos templos são organizados como uma montanha, com a região central reservada para o monte Meru, que dentro da mitologia oriental é um monte com 5 picos que representa o centro do mundo fisico e metafisico. Da mesma forma, quase todos os templos e santuarios tem suas portas principais para o leste, assim a luz do sol ilumina logo de manhã.

E como todo templo no oriente, é importante não cometer gafes. garanta que suas vestimentas são adequadas, sempre cobrindo os joelhos e ombros muito bem, não tire a camiseta (pra eles isso é praticamente andar pelado) e se divirta.

Os templos imperdíveis

Angkor Thom/Bayon

A cidade Angkor Thom foi capital do império Khmer, adornado com muitos e misteriosos rostos estampando torres de pedra, tem como centro o templo Bayon. De quem são essas faces? Budah? Brahma? Shiva? Ninguem tem certeza. Aparentemente existem 3 tipos de faces, um homem, uma pessoa com traços femininos e uma pessoa com uma coroa, e atualmente se propõem que essas faces tem a ver com o budismo Vajrayana, escola que teve muita influencia no rei da época da construção do templo.

Este foi um dos lugares onde diversas imagens de buda foram modificadas para referencias hinduistas.

O local vem sendo cuidado e restaurado por equipes que tentam utilizar tecnicas “originais”, como era feito na época, para manter ao máximo a originalidade do local. Existem diversas controvérsias sobre o assunto, ja que locais como Ta Prohm está sendo restaurado e para muitos o charme era justamente manter  tudo em ruinas.

Um dos pontos levados em consideração é a pressão e o desgaste que o turismo causa nessas áreas. são cerca de 2 milhões de visitantes anualmente, em visitas concentradas em poucos sitios. De uma forma ou de outra, o espaço é impressionante, em ruinas ou não.

Angkor Wat

Este é o maior templo. Acho que as imagens podem falar por mim.

Ta Prohm

Este é o templo mais famoso no ocidente por que foi utilizado como locação para o filme “Tomb Raider”. Eu não assisti, mas so pelas vista do local, o resultado pode ser visto no clipe (de uns poucos segundos) abaixo.

(não sei se tem mais, mas cansei de procurar no Youtube!

Este é um dos templo ainda mantido parcialmente em ruínas e isso da um ar muitissimo interessante ao local, tipo um ar de explorar um local completamente novo.

O que não fazer?

So fizemos um passeio que foi péssimo, na minha opinião, que foi a visita a cidade flutuante. Apesar do video aqui exposto, eu achei o lugar péssimo, toda parada visa te sensibilizar pra deixar algumas dezenas de dolares para alguma coisa de caridade que parece muito mais ser um golpe. Não recomendo.

A única compra válida!

Por último… recomendo a todos os visitantes deste complexo, que compre um bom guia do local. Eu encontrei no aeroporto o “Focusing on the Angkor Temples: the guidebook”, de Michel Petrotchenko. Considero um guia definitivo (não q eu tenha feito um levantamento bibliográfico) e traz muita informação q acrescenta quanto a viagem, especialmente qto a natureza e significado das inscrições nos muros das construções.

isbn – 978-616-361-118-5

Quer saber mais sobre a região? Então clique aqui para acessar uma página com todos os links do blog relacionadas com viagens ao sudeste asiático.

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