o substrato do aquário plantado

22 08 2011

o aquário plantado, tambem conhecido como holandeses, é um dos tipos de montagem mais populares atualmente. como todos, ele tem diversas particularidades importantes que devem ser respeitadas para que tenhamos um resultado adequado. e o tipo de solo é um deles.

para a maioria das plantas o solo é muito importante pq é o principal ponto de fixação da planta, onde a raiz ancora a planta e onde as raizes se fixam. tão importante quanto isto, é que são exatamente estas raizes que absorvem os nutrientes do solo.

neste ponto vale parenteses: poucas são as espécies de plantas utilizadas em aquarios que absorvem nutrientes primariamente pelas folhas, como alguns musgos fazem. a enorme maioria das plantas utilizam as raízes para tal função e, por isso, a utilização de fertilização líquida (como derivados do NPK, nitrogenio + fosfato+ potássio) é mais benéfica a algas do que a plantas “superiores”. ressalto tb q derivados do CO2, tipo o EXCEL da seachem, não cai neste comentário.

de uma forma ou de outra… primeiro ponto crucial: vc precisa de um substrato fértil?
– vc quer plantas exigentes?
– vc tem disponibilidade para realizar a manutenção?
– vc sabe o que é um aquário plantado low tech?

se vc respondeu “sim” pras duas primeiras perguntas, vc precisa. e a terceira é importante para todos, e é assunto de outro artigo. saiba bem o q é, pq pode te convencer q é mto mais legal ter um aquário com plantas mais resistentes do que ficar batendo a cabeça com os gdes problemas e responsabilidades. e de quebra, tem soluções proprias para fertilização do solo.

falemos então de fertilização do solo. o ponto mais importante é a camada isolante, q é um solo com baixa granulometria, ou seja: é uma areia grossa ou fina, que isola a camada fertil da água. ela é essencial pq caso o nutriente chegue irá provocar surtos de alga que não vão acabar sem desmontar e re montar o aquario. não adianta usar cascalho ou coisas semelhantes. VAI dar merda, a camada fertil VAI entrar em contato com a água e o aquário VAI ter surto de alga. e se vc quiser tentar, pelo menos admita q vc JA SABE Q VAI DAR MERDA e está sendo teimoso.

sabendo disso, vejamos os tipos de substrato fértil:

-camada fértil de origem comercial que necessitam de camada isolante – estes são componentes encontrados a venda por ai por valores dos mais variados. os mais caros, tipo da aquacare, são excelentes. pesquise bem sobre a marca q vc irá adquirir.

-camada fértil que não necessitam de camada isolante – de longe o melhor material, pq é plug and play! coloca no aquario, planta e beleza! so q isso tem um preço. porem a durabilidade tb é longa. o nome mais famoso é “Eco Planted”, q eu uso a mais de 5 anos com excelente resultado.

– humus tratado – não pode ser utilizado o humus puro. tem uma receita complexa e trabalhosa que deve ser realizada. caso vc não retire toda substancia organica com lavagens, ela irá fermentar, formando bolhas que vão crescendo aos poucos e acabam subindo, misturando areia, substrato fértil e gerando algas, q so vai acabar remontando o aquario. e se vc não ferver direito, podem restar organismos, como minhocas, que vão invariavelmente subir, perfurando a camada inerte de proteção, criando caminhos pra água entrar em contato com o humus. eu acho este material mto ruim, mto trabalhoso, mto arriscado. ainda por cima, o trabalho pra limpar todo humus facilmente paga um pacote de material comercial.

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calopsitas em fuga

15 08 2011

hj, voltando do banco, me deparo com uma calopsita solta em área aberta, proximo a uma praça. e esta historia não é isolada. conheço algumas pessoas, colegas médicos veterinários, q “adquiriram” suas calopsitas na rua. eram tão doceis, a ponto de permitir que um estranho as pegassem.

e não é nada estranho. a fuga não tem a ver com vontade de fugir, ou não gostar mais do dono (q é uma estrapolação grosseira antropomorfica, mas tem gente q tem necessidade de lidar dessa forma). a questão é q qquer animal tem necessidade de ir passear e explorar o mundo. so q qdo se tem capacidade de voar uma centena de kilometros num dia, nem sempre é fácil re-encontrar o que O HUMANO chama de lar.

isso é uma grande preocupação para os amantes da natureza, por que o estabelecimento de uma população de calopsitas no Brasil (ou mesmo portugal e outras localidades q falam portugues, já que são aves australianas) vai gerar competição com outras tantas aves, atacando as poucas fontes de alimentação disponíveis na cidade, dificultando a vida de todas as espécies que competem.

por isso, gostaria de ressaltar uma das grandes necessidades para a criação destas aves: o manejo das asas. para diminuir claramente a possibilidade destes animais fugirem, é imprescindivel aparar as asas de forma adequada.

o primeiro esclarecimento necessário é que retirando essas penas responsáveis pela sustentação durante o voo não impedem completamente o voo. a ave vai manter a capacidade de planar por pequenas distancias, o que é mto importante para que ela não se machuque em caso de quedas, por exemplo.

tão importante quanto cortar, é cortar o tanto necessário, por que caso não esteja corretamente equilibrado a ave irá literalmente girar no proprio eixo quando bater asas, pq uma asa irá bater com a mesma força, mas gerando uma força de arrasto, a força q empurra o bicho inteiro pra cima durante o voo, menor em um dos lados.

existem diversas formas de fazer o serviço, por isso aconselho que um médico veterinário acompanhe as primeiras vezes, passando o know how pro proprietário e acompanhando, já que é possível machucar a ave especialmente qdo o animal ainda não entende o que está acontecendo e pode se debater. então segurar (conter) de forma adequada é imprescindivel.

não coloco aqui um tutorial de como se faz o serviço pq se alguem corta o dedo, a pele da ave, esmaga o bicho enquanto faz a contenção ou ainda corta uma pena errada q gere hemorragia, isso pode gerar gdes problemas, incluindo morte.





donos X donos

11 08 2011

não são apenas os cães e gatos q possuem uma rixa. os donos de cães e gatos tambem possuem. uns reclamam que gatos são egoistas. outros q cães são lambões.
diferenças a parte, o hunch blog fez um info grafico mto legal comparando os proprietários, com mtos dados interessantes!

http://blog.hunch.com/?p=50354





animais miniatura – não tão miniatura assim

8 08 2011

já não é de hj q mtos animais vem sendo selecionados para q tenham tamanhos diminutos. um exemplo clássico é o poney, q é um cavalo em miniatura. o primeiro tem cerca de um metro de altura e pesa mais de 200 kilos, enquanto um cavalo pode atingir mais de 180 cm de altura e pesar mais de 800 kilos. dimensões semelhantes são os de mini vacas e os bovinos normais. porem, um animal de produção acaba sendo vendido como animal de estimação, a partir de um bruta engano, gerando grandes transtornos para seus proprietários. são os porcos.

com personalidade mto marcante e a inteligencia impressionante fazem dos suinos excelentes animais de companhia, porem o tamanho não é mto atraente. um cachaço (porco macho adulto) chega a pesar quase meia tonelada. e nisso apareceram os “micro porcos”, “porquinho anão” e assemelhados.

porem, esteja bem avisado antes de adquirir tal animal, pois eles são realmente anões. perto dos “normais”. um exemplar adulto pode atingir 90 kilos. mais pesado q uma pessoa, mais pesado que quase a totalidade dos cães, mas ainda assim, com um terço do peso de uma femea de porco “normal” adulto, o q realmente configura o exemplar como um anão.

não se engane: ele ta ali, pequeno, pq porcos nascem pequenos mesmo. o peso médio de um filhote normal é de um kilo, então não é de se espantar que aquele negocinho miudo, em 6 meses estará bem maior do q um cachorro de médio porte adulto.

por curiosidade… uma espécie de suino de pequeno porte era vendida a torto e a direito nos EUA, como pet, com a propaganda de ser “anão”. a espécie é “anã” comparada aos porcos de criação, ja q ficam com cerca de 60 kilos, qdo adultos. ou seja: fique de olho. saiba mto bem o q vc está adquirindo!





alimentação animal: não é tão simples qto parece

1 08 2011

tem uma diferença clara entre escolher um pote de ração nas prateleiras e balancear uma ração. o termo balancear é classicamente utilizado na nutrição para o ato de formular uma alimentação de forma que a biodisponibilidade dos nutrientes supra as necessidades mínimas do animal de forma que ele tenha máxima performance em sua fase da vida, esteja ele em fase de crescimento, manutenção, envelhecimento, ou em épocas especiais, como prenhez, lactação (no caso de mamiferos), ovoposição (ou postura), etc.

muitas pessoas acreditam que é so seguirmos alimentando o animal com o que eles acreditam que a espécie coma na natureza, mas este é um grande engano, por que a natureza não é cativeiro. em cada um dos lugares temos necessidades completamente diferentes.

o exemplo clássico são os psitacideos, normalmente ativos, se alimentando de sementes oleaginosas, altamente caloricas. quando no cativeiro, se alimentados assim ou seguem em deficit de diversas vitaminas, especialmente as lipossoluveis, e minerais, ou se tornam obesas. isso pq na natureza estas aves estariam voando de la pra ca, atividade que gasta mta energia. e no cativeiro, por mais q a ave se movimente, ela não gasta tanta energia assim.

lição numero 1: devemos contrabalancear necessidade calórica com biodisponibilidade de nutrientes.

num segundo plano, tb podemos comentar sobre os ingredientes. os carnivoros selvagens se alimentam preferencialmente de visceras (e coincidentemente mtos parasitas encistam exatamente no fígado, q é um órgao normalmente devorado logo após o abate). tubarões qdo atacam baleias, dão preferencia para a lingua da presa! ou seja: a palatabilidade, o sabor das diversas partes do animal, tb influenciam na ordem em que as partes são ingeridas.

sabendo disto, pergunto: qual a necessidade calórica deste animal? qual o elemento que limita o balanceamento? como garantir que os indices mínimos sejam atingidos? sabendo que os peixes utilizam preferencialmente as proteinas como fornecedores de energia, diferente das aves e mamiferos, que utilizam a via glicolitica preferencialmente, como garantir indices mínimos que supram crescimento e atividade? qual o balanceamento de aminoácidos? e fibras?

como poucos conseguem responder essas questões que são extremamente básicas para o balanceamento de ração, eu aconselho que se mantenham apenas comprando ração, espécie especifica, sempre a mesma ou mudando apenas quando o pote acaba, sem misturar porque a troca repentina de formulação pode levar a diarreias e outros desajustes do trato gastro intestinal.